
Ptah é o deus criador e divindade patrona da cidade de Mênfis. É um construtor.
Ao contrário de Seker, outro deus construtor, Ptah está associado às obras em pedra. Ápis era seu oráculo. Mais tarde, foi combinado com Seker e Osíris para criar Ptah-Seker-Osiris.
Ele é marido de Sekhmet e, por vezes, de Bastet. Seus filhos incluem Nefertum (deus das0 nenúfar (plantas aquáticas), Mihos, Imhotep e Maahes. Em alguns mitos, é o criador de Rá.
Nas artes, é representado como um homem mumificado com as mãos segurando um cetro (ceptro) enfeitado com ankh, was e djed (símbolos da vida, força e estabilidade, respectivamente).
Apresenta-se com uma vestimenta colante que lhe dá a impressão de estar sem pescoço e usando na cabeça uma calota. AMON

Amon: o deus-carneiro de Tebas, rei dos deuses e patrono dos faraós, ele é o senhor dos templos de Luxor e Karnac.
Amon tem o poder de controlar o vento. Ele produz ventos fortes.
Freqüentemente representado como um homem vestido com a túnica real e usando na cabeça duas altas plumas do lado direito, ele se manifesta, igualmente, sob a forma de um carneiro e, mais raramente, de um ganso.
AMON tem por esposa Mut e por filho Khonsu. Passou a ser cultuado por volta de 2000 a.C. e traz algumas funções de Rá sob o nome de Amon-Rê ou Amon-Rá, o criador dos deuses e da ordem divina. Ele é o sol que dá vida ao país.
À época de Ramsés III. Amon tornou-se um título monárquico, mesmo título que Ptah e Rá. HÓRUS

Hórus: é representado por uma ave de rapina (falcões e águias). Hórus também é representado como “o bem” em sua batalha contra Set – “o mal”.
Filho de Osíris e Isis, Hórus nasceu um pouco depois de Osíris renascer.
Horus tem uma infância difícil, sua mãe deve escondê-lo de Seth que cobiça o trono de seu pai.
Após ter triunfado sobre Seth e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na terra.
Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão sempre usando as duas coroas de rei do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do céu, Horus é o falcão cujos olhos são o sol e a lua.
Com o nome de "Horus do horizonte", assume uma das forma do sol, a que clareia a terra durante o dia. Criador do universo e de todo tipo de vida, Horus era adorado em todo lugar. Ele é o deus mais importante de todos os deuses.
HÓRUS, filho de Isis e Osíris, Horus teve uma infância difícil, sua mãe teve de escondê-lo de seu tio Seth que cobiçava o trono de seu pai Osiris.

Após ter triunfado sobre Seth e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na terra. Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão, sempre usando as duas coroas do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do céu, Hórus é o falcão cujos olhos são o sol e a lua.
Com o nome de "Horus do horizonte", assume uma das formas do sol, a que clareia a terra durante o dia. Mantenedor do universo e de todo tipo de vida, Horus era adorado em todo lugar. Ele é considerado o mais importante de todos os deuses, aquele que guia as almas até o Dwat ( Reino dos Mortos ).
Hórus é o deus dos céus, Muito embora sua concepção tenha ocorrido após a morte de Osíris.
Tinha cabeça de falcão e os olhos representavam o sol e a lua. Matou Seth (O Diabo, o Mal), tanto pela vingança da morte do pai, Osíris, como pela disputa do comando do Egito.

Após derrotar Seth, tornou-se o rei dos vivos no Egito. Perdeu um olho lutando com Seth, que foi substituído por um amuleto de serpente, (que os faraós passaram a usar na frente das coroas), o olho de Hórus, (anteriormente chamado de Olho de Rá, que simbolizava o poder real e foi um dos amuletos mais usados no Egito em todas as épocas. Depois da recuperação, Hórus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth.
O olho que Hórus feriu (o olho esquerdo) é o olho da lua, o outro é o olho do sol. Esta é uma explicação dos egípcios para as fases da lua, que seria o olho ferido de Hórus.

Alguns detalhes do personagem foram alterados ou mesclados com outros personagens ao longo das várias dinastias, seitas e religiões egípcias. Por exemplo, quando Heru (Hórus) se funde com Ra O Deus Sol, ele se torna Ra-Horakhty . O olho de Horus egípcio tornou-se um importante símbolo de poder. NÉFTIS

Néftis representava as terras áridas e secas do deserto e a morte.
Néftis é a quarta filha de Nut e Geb e Irmã de Osíris, Ísis e Seth e também esposa deste (Seth).
Seu nome significa "Senhora da Casa" ou "Senhora do Castelo", entende-se como casa o lugar onde Hórus vive.
NÉFTIS é a esposa de Seth, mas após uma briga com o marido, fantasiou-se de sua irmã Ísis, e Osíris, pensando que Néftis era a sua mulher, teve relações com ela. Dessa união, nasceu Anúbis, deus dos embalsamadores.
Quando Seth trai e assassina Osíris, por quem era apaixonada, ela permanece solidária a Isis, ajudando-a a reunir os membros espalhados do defunto e também tomando a forma de um milhafre para velá-lo e chorá-lo.
Como Isis, ela protege os mortos, sarcófagos e um dos vasos canopos. O hieróglifo de seu nome é um cesto colocado sobre uma coluna, que usa na cabeça,. É ainda na campanha de Isis que ela acolhe o sol nascente e o defende contra SETH

Seth: Trata-se de um estranho galgo com longas orelhas cortadas, focinho recurvado e longa cauda fendida. Filho de Geb e de Nut, Seth e Irmão de Osíris, Ísis e Néftis (e a qual desposou), é um deus complexo e ambíguo.
Da proa da barca de Ré, ele trespassa com sua lança os inimigos do Sol; ele serve ao faraó combatendo com a força de seu braço. Mas é perigoso, violento, imprevisível.
A lenda de Osíris mostra-o em um mau dia: assassino de seu próprio irmão, ele persegue Horus com seu ódio, jamais Seth renuncia luta, pois ele é o necessário fomentador de problemas no mundo regido por Maát.
É descrito que Seth teria rasgado o ventre de sua mãe Nut com as próprias garras ao nascer.
Seth é o deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes.
Seth é descrito erroneamente como uma grande serpente. Na verdade a grande serpente era uma referencia a Apep, inimiga de Rá, e esta ironicamente era combatida por Seth. Ele originalmente auxiliava Rá em sua eterna luta contra a serpente Apep na barca lunar, e nesse sentido Seth era originalmente visto como um deus bom.
Seth é o deus do caos, também do deserto e das terras estrangeiras.
No Livro dos Mortos, Seth é chamado "O Senhor dos Céus do Norte" e é considerado responsável pelas tempestades e a mudança de tempo.
A história do longo conflito entre Seth e Hórus é vista por alguns como uma representação de uma grande batalha entre cultos no Egito, cujo culto vencedor pode ter transformado o deus do culto inimigo em deus do mal.
Seth é, na verdade, a representação do supremo sacrifício em prol da justiça.
Seth era encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização para o Egito.
SETH, personifica a ambição e o mal. Considerado o deus da guerra e Senhor do Alto Egito durante o domínio dos Hicsos, tinha seu centro de culto na cidade de Ombos. Embora inicialmente fosse um deus benéfico, com o passar do tempo tornou-se a personificação do mal.
Era representado por um homem com a cabeça de um tipo incerto de animal, parecido com um cachorro de focinho e orelhas compridas e cauda ereta, ou ainda como Tífon, um animal imaginário formado por partes de diferentes seres, com a cabeça de um bode, orelhas grandes, como um burro e associado a vários animais, como cachorro, crocodilo, porco, asno e escorpião. Sua aparência orelhuda e nariguda era provavelmente um agregado de vários animais, em vez de representar somente um. Ele também é representado como um hipopótamo, considerado pelos egípcios como uma criatura destrutiva e perigosa.

Associavam-no ao deserto aos trovões e às tempestades. Identificado com o lado negativo da lenda, a luta entre Osiris e Seth era a luta da terra fértil contra a areia do deserto.
A traição de Néftis e suposta inveja de Seth
O maior defensor dos oprimidos e injustiçados tinha fama de violento e perigoso, uma verdadeira ameaça.
Conta-se que Set ficou com inveja de Osíris e trabalhou incessantemente para destruí-lo - em algumas versões conta-se que Néftis, esposa de Seth, fora seduzida por Osíris, e que Anúbis teria sido concebido desta relação. Este incidente provocou a fúria de Seth contra seu irmão Osíris.
Auxiliado por 72 conspiradores, Seth convidou Osíris para um banquete. No decurso do banquete, Seth apresentou uma magnífica caixa-sarcófago que prometeu entregar a quem nela coubesse. Os convidados tentaram ganhar a caixa, mas ninguém cabia nesta, dado que Seth a tinha preparado para as medidas exatas de Osíris. Convidado por Seth, Osíris entra na caixa. É então que os conspiradores (sits) servos do próprio Seth trancam a caixa e a atiram no rio Nilo. A corrente do rio arrasta a caixa até o mar Mediterrâneo, acabando por atingir Biblos (Fenícia).
Ísis, desesperada com o sucedido, parte à procura do marido, procurando obter todo o tipo de informações dos que encontra pelo caminho. Chegando a Biblos, Ísis descobre que a caixa ficou incrustrada em uma árvore que havia sido cortada para fazer uma coluna no palácio real. Com a ajuda da rainha, Ísis corta a coluna e consegue regressar ao Egito com o corpo do amado, que esconde numa plantação de papiros.
Contudo, Seth encontrou a caixa e furioso decide esquartejar em 14 pedaços o corpo, que espalha por todo o Egito; segundo alguns textos do período ptolomaico, teriam sido 16 ou 42 partes. Quanto ao significado destes números, deve-se referir que o número14 é o número de dias que decorre entre a lua cheia e a lua nova e o número 42 era a quantidade de províncias em que o Egito se encontrava dividido.
Suas ações fizeram com que os outros deuses se voltassem contra ele, mas Seth achava que seu poder era incomparável.
Hórus, filho de Ísis e Osíris, conseguiu matar Seth, que acabou ficando identificado como um deus do mal. HATHOR

Hathor é uma das deusas mais veneradas do Egito Antigo, a deusa das mulheres, dos céus, do amor, da alegria, do vinho, da dança, da fertilidade e da necrópole de Tebas, pois sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos.
É a legítima portadora do sistro (era feito em geral em bronze, mas também existiam exemplares em madeira e em faiança. Os sistros estavam particularmente associados ao culto da deusa Hathor, mas poderiam também ser empregues no de Ísis, Bastet e Amon. Os Egípcios acreditavam que o som produzido pelo instrumento poderia aplacar o deus em questão. Quando o culto de Ísis se difundiu na bacia do Mediterrâneo, o sistro tornou-se um instrumento popular entre os romanos).
Trazia a felicidade e era chamada de "dama da embriaguez" e muito celebrada em festas.
As mulheres solteiras oravam para ela enfeitiçar seus espelhos de metal.
Distribuidora do amor e da alegria, deusa do céu e protetora das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó.
Hator (Hathor ou Het-Heru) era associada com Ísis e com Bast, porém, esta Hathor mais conhecida é a reformulação de uma Hathor pré-dinástica, muito mais antiga, da qual pouco foi revelado e muito foi ocultado pela classe sacerdotal. Seu poder era tão grande que, mesmo com estas reformulações e confusões, em mais de uma dinastia o faraó era considerado filho de Hathor ou seu consorte.
Personificação das forças benéficas do céu, depois de Ísis, é a mais venerada das deusas. Era prestado culto a Hathor em todo o Egito, em especial em Denderá.

Háthor é representada de várias formas ao longo da história e pré-história egípcia:
• como uma mulher com chifres na cabeça portando o disco solar;
• como uma mulher com orelhas de vaca;
• como uma mulher com cabeça de vaca portando o disco solar;
• como uma vaca, com disco solar e duas plumas entre os chifres.
Às vezes é retratada por um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades enroladas. ISIS

Isis é a mais popular de todas as deusas egípcias, a deusa do amor e da magia, tornou-se a deusa-mãe do Egito.
Após a morte de Osíris, ela reúne os pedaços de seus despojos, se transforma em milhafre para chorá-lo, se empenha em reanima-lo e dele concebe um filho, Horus.
Ela defende a bico e unhas seu pequeno filho contra as agressões de seu perverso tio Seth.
Perfeita esposa e boa mãe de perfeito rei e sábio dos mortos, ela é um dos pilares da coesão sócio-religiosa egípcia.
Quando Osíris, seu irmão e marido, herdou o poder no Egito, ela trabalhou junto com ele para civilizar o Vale do Nilo, ensinando a costurar e a curar os doentes e introduzindo o conceito do casamento. Ela conhecia uma felicidade perfeita e governava as duas terras, o Alto e o Baixo Egito, com sabedoria enquanto Osíris viajava pelo mundo difundindo a civilização.
Até que Set, irmão de Osíris, o convidou para um banquete. Tratava-se uma cilada, pois Set estava decidido a assassinar o rei para ocupar o seu lugar. Set apresentou um caixão de proporções excepcionais, assegurando que recompensaria generosamente quem nele coubesse. Imprudentemente, Osíris aceitou o desafio, permitindo que Set e os seus acólitos pregassem a tampa e o tornassem escravo da morte.
Cometido o crime, Set, que cobiçava ocupar o trono de seu irmão, lança a urna ao Nilo (Há também uma versão que diz que Ísis ao saber o que havia ocorrido chorou profundamente e de suas lágrimas surgiu o rio Nilo), para que o rio a conduzisse até ao mar, onde se perderia. Este incidente aconteceu no décimo sétimo dia do mês Athyr, quando o Sol se encontra sob o signo de Escorpião.

Quando Ísis descobriu o ocorrido, afastou todo o desespero que a assombrava e resolveu procurar o seu marido, a fim de lhe restituir o sopro da vida. Assim, cortou uma madeixa do seu cabelo, estigma da sua desolação, e o escondeu sob as roupas peregrinando por todo o Egito, na busca do seu amado.
Por sua vez, e após a urna atingiu finalmente uma praia, perto da Babilônia, na costa do Líbano, enlaçando-se nas raízes de um jovem pé de tamarindo, e com o seu crescimento a urna ascendeu pelo mesmo prendendo-se no interior do seu tronco e fazendo a árvore alcançar o clímax da sua beleza, o que atraiu a atenção do rei desse país, que ordenou ao seu séquito que o tamarindo fosse derrubado, com o propósito de ser utilizado como pilar na sua casa.
Enquanto isso, Ísis prosseguia na sua busca pelo cadáver de seu marido e, ao escutar as histórias sobre esta árvore, tomou de imediato a resolução de ir à Babilônia na esperança de alcançar o sucesso da sua odisséia. Ao chegar ao seu destino, Ísis sentou-se perto de um poço. Ostentando um disfarce humilde, ela brindou os transeuntes que por ela passavam com um rosto lindo e cheio de lágrimas.
Tal era a sua beleza e sua triste condição que logo se espalharam boatos que chegaram ao rei da Babilônia, que, intrigado, a chamou para conhecer o motivo de seu desespero. Quando Ísis estava diante do monarca solicitou que permitisse que ela entrelaçasse os seus cabelos. Uma vez que o regente ficou perplexo pela sua beleza, não se importou com isso, assim Ísis incensou as tranças que espalharam o perfume exalado por seu lindo corpo.

Fazendo a rainha da Babilônia ficar enfeitiçada pelo irresistível aroma que seus cabelos emanavam. Literalmente inebriada por tão doce perfume dos céus, a rainha ordenou então a Ísis que a acompanhasse.
Assim, a deusa conseguiu entrar na parte íntima do palácio do rei da Babilônia, e conquistou o privilégio de tornar-se a ama do filho recém-nascido do casal régio, a quem amamentava com seu dedo, pois era proibido a Isis ceder um dos seios, o Leite de Isis prejudicaria a criança.
Apegando-se à criança, Ísis desejou conceder-lhe a imortalidade, para isso, todas as noites, a queimou, no fogo divino para que as suas partes mortais ardessem no esquecimento. Certa noite, durante o ritual, ela tomou a forma de uma andorinha, a fim de cantar as suas lamentações.
Maravilhada, a rainha seguiu a melopéia que escutava, entrando no quarto do filho, onde se deparou com um ritual aparentemente hediondo. De forma a tranqüilizá-la, Ísis revelou-lhe a sua verdadeira identidade, e terminou o ritual, mesmo sabendo que dessa forma estaria a privar o pequeno príncipe da imortalidade que tanto desejava oferecer-lhe.
Observando que a rainha a contemplava, Ísis aventurou-se a lhe confidenciar o incidente que a fez visitar a Babilônia, conquistando assim a confiança e benevolência da rainha, que prontamente lhe cedeu a urna que continha os restos mortais de seu marido. Dominada por uma imensa felicidade, Ísis apressou-se a retirá-la do interior do pilar. Porém, o fez de forma tão brusca, que os escombros atingiram, mortalmente, o pequeno príncipe.
Com a urna, Ísis regressou ao Egito, onde a abriu, ocultando-a, nas margens do Delta. Numa noite, quando Ísis a deixou sem vigilância, Seth descobriu-a e apoderou-se, uma vez mais dela, com o intento de retirar do seu interior o corpo do irmão e cortá-lo em 14 pedaços e os arremessando ao Nilo.
Ao tomar conhecimento do ocorrido, Ísis reuniu-se com a sua irmã Néftis, que também não tolerava a conduta de Seth, embora este fosse seu marido, e, juntas, recuperaram todos os fragmentos do cadáver de Osíris, à exceção, segundo Plutarco, escritor grego, do seu sexo, que fora comido por um peixe.
Novamente existe uma controvérsia, uma vez que outras fontes egípcias afirmam que todo o corpo foi recuperado. Em seguida, Ísis organizou uma vigília fúnebre, na qual suspirou ao cadáver reconstituído de seu marido:

“Eu sou a tua irmã bem amada. Não te afastes de mim, clamo por ti! Não ouves a minha voz? Venho ao teu encontro e de ti, nada me separará!” Durante horas, Ísis e Néftis, com o corpo purificado, inteiramente depilado, com perucas perfumadas e boca purificada por natrão, pronunciaram encantamentos numa câmara funerária, impregnada por incenso.
A deusa invocou então todos os templos e todas as cidades do país, para que estes se juntassem à sua dor e fizessem a alma de Osíris retornar do Além. Uma vez que todos os seus esforços revelavam-se vãos, Ísis assumiu então a forma de um falcão, cujo esvoaçar restituiu o sopro de vida ao defunto, oferecendo-lhe o apanágio da ressurreição.
Ísis em seguida amou Osíris, mantendo o vivo por magia, tempo suficiente para que este a engravidasse. Outras fontes garantem que Osíris e a sua esposa conceberam o seu filho, antes do deus ser assassinado. Após isso ela ajudou a embalsamá-lo, preparando Osíris para a viagem até seu novo reino na terra dos mortos, tendo assim ajudado a criar os rituais egípcios de enterro.

Ao retornar à terra, Ísis encontrava-se agora grávida do filho, concebendo assim Hórus, filho da vida e da morte, a quem protegeria até que este achasse-se capaz de enfrentar o seu tio, apoderando-se (como legítimo herdeiro) do trono que Seth havia usurpado.
Algum tempo antes do parto, Seth aprisionara Isis, mas Tot, vizir de Osíris, a auxiliara a libertar-se. Porém, ela ocultou-se, secretamente, no Delta, onde se preparou para o nascimento do filho, o deus-falcão Hórus. Quando este nasceu, Ísis tomou a decisão de dedicar-se inteiramente à árdua incumbência de velar por ele. Todavia, a necessidade de ir procurar alimentos, acabou deixando o pequeno deus sem qualquer proteção.
Numa dessas ocasiões, Seth transformou-se numa serpente, visando espalhar o seu veneno pelo corpo de Hórus, quando Ísis regressou encontrou o seu filho já próximo da morte. Entretanto, a sua vida não foi ceifada, devido a um poderoso feitiço executado pelo deus-sol, Rá. Ela então tomou providências para o manter Hórus em lugar secreto, até que ele pudesse ter condições de buscar a vingança em uma longa batalha, que significou o fim de Seth.
A mágica de Ísis foi fundamental para ajudar a conseguir um julgamento favorável para Osíris. Suas habilidades mágicas melhoraram muito quando ela tirou proveito da velhice de Rá para enganá-lo, fazendo-o revelar seu nome e, assim, dando a ela acesso a um pouco do seu poder.

Ísis era uma mãe e uma deusa amorosa e tudo perdoava a seus seguidores. Ísis era anterior a toda a Criação, era paciente e sábia. Como a Abençoada Virgem Maria, tão conhecida atualmente no Ocidente e no Oriente, a rainha Ísis concebera seu divino filho por meios divinos. Do morto e castrado esposo Osíris, ela extraiu por conta própria a semente viva. Com freqüência, Ísis é retratada amamentando o filho Hórus.
Muitas vezes foi retratada por pintores e escultores com o divino filho Hórus sobre o joelho. Tinha o busto nu em total inocência para alimentar o jovem deus Hórus.
ISIS E OSIRIS

Enquanto Osíris mandava no mundo dos mortos, seu falo jazia perdido para sempre nas águas do Nilo, onde dele corria um fluxo interminável de sêmen, fertilizando os extraordinários campos do Egito todos os anos quando o rio transbordava. O deus era um homem perfeito ao luar. Conhecia ofícios. Sabia ler a mente das pessoas.
Osíris, o deus do sangue, julgava o malfeitor olhando dentro do coração do malfeitor. A seu lado a Deusa mulher murmurava que o deus faria seu julgamento e aplicaria o castigo e que o sangue mau agora seria purificado e renasceria em outra pessoa e que esse sangue não o prejudicaria. Os filhos dos deuses bebedores de sangue pretendiam ser também juizes dos malfeitores, e beber apenas dos condenados, segundo as leis dos deuses.

Ísis, sob a forma de serpente, se ergue na fronte do rei para destruir os inimigos da Luz, e sob a forma da estrela Sótis anuncia e desencadeia as cheias do Nilo. Ísis era tida como deusa da harmonia e das festas, que auxiliava a arrecadar fundos para as mesmas.
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Foram construídos três templos para Ísis no Egito:
Behbeit el-Hagar, no Delta, transformado numa pedreira. Conseqüentemente, Behbeit el-Hagar é na atualidade um local quase literalmente desconhecido dos turistas, pois a grandeza daquele que fora outrora um templo dedicado a uma Ísis resume-se agora a um monte de escombros e blocos de calcário ornados com cenas rituais.
Dendera, no alto Egito, onde Ísis nasceu, existe um santuário de Háthor parcialmente conservado, com um templo coberto e com o mammisi, ou seja, “templo do nascimento de Hórus), assim como com um exíguo santuário, onde a etérea Ísis nasceu, deslumbrando o mundo com sua pele rosada e revolta cabeleira negra.
Filae, ilha-templo de Ísis, que serviu de refúgio à derradeira comunidade iniciática egípcia, mais tarde (século VI d. C.) exterminada por cristãos. Ela é a deusa que mais se destaca conhecida como rainha do Egito.OSIRIS

Osíris é rei, esposo e pai: ele representa a existência das estruturas normais da sociedade humana. Outra versão: Osíris morto, destruído e ressuscitado evoca o retorno da cheia todos os anos, a morte, o renascimento da vegetação e dos seres humanos. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento.
Marido de Ísis e pai de Hórus, era ele quem julgava os mortos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia à pesagem do coração ou psicostasia.
Osíris, é sem dúvida o deus mais conhecido do Antigo Egito, devido ao grande número de templos que lhe foram dedicados por todo o país; porém, os seus começos foram os de qualquer divindade local,e é também um deus que julgava a alma dos egípcios se eles iam para o paraíso (lugar onde só há fartura).Para os seus primeiros adoradores, Osíris era apenas a encarnação das forças da terra e das plantas.
À medida que o seu culto se foi difundindo por todo o espaço do Egito, Osíris enriqueceu-se com os atributos das divindades que suplantava, até que, por fim substituiu a religião solar. Por outro lado a mitologia engendrou uma lenda em torno de Osíris, que foi recolhida fielmente por alguns escritores gregos, como Plutarco.
A dupla imagem que de ambas as fontes chegou até nós deste deus, cuja cabeça aparece coberta com a mitra branca, é a de um ser bondoso que sofre uma morte cruel e que por ela assegura a vida e a felicidade eterna a todos os seus protegidos, bem como a de uma divindade que encarna a terra egípcia e a sua vegetação, destruída pelo sol e a seca, mas sempre ressurgida pelas águas do Nilo.
O nome Osíris deriva do grego que por sua vez deriva da forma do idioma sírio Usire. O significado exato do nome é desconhecido. Entre os vários significados propostos pelos especialistas, encontram-se hipóteses como "Aquele que ocupa um trono", "Para criar um trono", "Lugar/Força do Olho" ou "Aquele que copula com Ísis". Contudo, a interpretação considerada mais aceitável é a que considera que Osíris significa "O Poderoso".
Osíris também era o chefe dos deuses egípcios.
Osísis, cujo culto está atestado desde épocas muito antigas, seria oriundo de Busíris - nome que significa "Lugar de Osíris" ou "Domínio de Osíris - localidade na região central do Delta do Nilo (Baixo Egito). Nesta localidade julga-se que Osíris substituiu um deus local de nome Andjeti, tendo herdado as suas insígnias. Osíris era em Busíris apenas um deus da fertilidade, cuja principal função era garantir uma boa colheita, personificando o ciclo da vegetação e as águas do Nilo.
No Império Antigo Osíris adquire a vertente de deus funerário, sendo o rei defunto identificado com ele; o rei vivo era por sua vez identificado com o seu filho, o deus Hórus.

A partir do fim do Primeiro Período Intermediário e do Império Médio ocorre aquilo que se designa como "democratização" da possibilidade de uma vida no Além, ou seja, esta deixa de estar reservada ao rei para se alargar, primeiro aos altos funcionários, e depois a toda a população. Todos os homens, independentemente da sua classe social, desde que cumprissem os ritos funerários adequados, poderiam unir-se a Osíris, conquistando a imortalidade.
A representação mais antiga conhecida de Osíris data de 2300 a.C. A sua representação mais comum correspondia ao de um homem mumificado com uma barba postiça, com braços que emergem do corpo cruzados sob o peito. As suas mãos seguram os ceptros hekat e nekhakha. Na cabeça Osíris apresentava a coroa atef, isto é, uma coroa branca com duas plumas de avestruz. Em algumas representações poderia ter um uraeus (serpente) sob a coroa e uns cornos de carneiro.
Poderia também ser retratado como uma múmia deitada de cujo corpo emergiam espigas ("Osíris vegetante"). Esta representação está associada a um prática dos Egípcios que consistia em regar uma estátua do deus feita de terra e de trigo. Estas estátuas eram depois enterradas nas terras agrícolas, acreditando-se que seria a garantia de uma colheita próspera. Este costume está atestado desde a Pré-História do Egipto até à época ptolemaica.
A pele do deus poderia ser verde ou negra, cores que os Egípcios associavam à fertilidade e ao renascimento.
É muito difícil se encontrar Osíris aparentando uma forma de animal, surgindo raramente representado como um touro negro, um crocodilo ou um grande peixe.
Alguns textos egípcios, como os Textos das Pirâmides, os Textos dos Sarcófagos e Livro dos Mortos, narram vários elementos do mito, mas de uma forma fragmentária e desconexa.
Osíris é apresentado como filho de Geb e Nut, tendo como irmãos Ísis, Néftis e Seth. É portanto um dos membros da Enéade de Heliópolis. Ísis não era apenas sua irmã, mas também a sua esposa.
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Osíris governou a terra, tendo ensinado aos seres humanos as técnicas necessárias à civilização, como a agricultura e a domesticação de animais. Foi uma era de prosperidade que, contudo, chegaria ao fim.
O irmão de Osíris, Set, governava apenas o deserto, situação que não lhe agradava. Movido pela inveja, decide engendrar um plano para matar o irmão. Auxiliado por setenta e dois conspiradores, Set convidou Osíris para um banquete. No decurso do banquete, Set apresentou uma magnífica caixa-sarcófago que prometeu entregar a quem nela coubesse.
Os convidados tentar ganhar a caixa, mas ninguém cabia nesta, dado que Set a tinha preparado para as medidas de Osíris. Convidado por Set, Osíris entra na caixa. É então que os conspiradores trancam-na e atiram-na para o rio Nilo. A corrente do rio arrasta a caixa até ao mar Mediterrâneo, acabando por atingir Biblos (Fenícia).
Ísis, desesperada com o sucedido, parte à procura do marido, procurando obter todo o tipo de informações dos encontra pelo caminho. Chegada a Biblos. Ísis descobre que a caixa ficou incrustrada numa árvore que tinha entretanto sido cortada para fazer uma coluna no palácio real. Com a ajuda da rainha, Ísis corta a coluna e consegue regressar ao Egipto com o corpo do amado, que esconde numa plantação de papiros.
Contudo, Set encontrou a caixa e furioso decide esquartejá-lo em catorze pedaços o corpo que espalha por todo o Egito; em alguns textos do período ptolemaico teriam sido dezesseis ou quarenta e duas partes. Quanto ao significado destes números, deve referir-se que o catorze é número de dias que decorre entre a lua cheia e a lua nova e o quarenta era o número de províncias em que o Egito se encontrava dividido.
Ísis, auxiliada pela sua irmã Néftis, partiu à procura das partes do corpo de Osíris. Conseguiu reunir todas, com exceção do pênis, que teria sido devorado por um ou três peixes, conforme a versão. Para suprir a falta deste, Ísis criou um falo artificial com caules vegetais.
Ísis, Néftis e Anúbis procedem então à prática da primeira mumificação. Ísis transforma-se de seguida num milhafre que graças ao bater das suas asas sobre o corpo de Osíris cria uma espécie de ar mágico que acaba por ressuscitá-lo; ainda sob a forma de ave, Ísis une-se sexualmente a Osíris e desta cópula resulta um filho, o deus Hórus. Ísis deu à luz este filho numa ilha do Delta, escondida de SetH.

A partir de então, Osíris passou a governar apenas o mundo dos mortos.
Quanto ao seu filho Hórus, quando cresceu, combateu seu tio Seth e conseguiu derrotá-lo. Ao matar Seth ele passou a reinar sobre a terra.
O símbolo mais importante associado a Osíris era o pilar ou coluna djed. Este símbolo representaria os quatro pilares vistos uns atrás dos outros, a coluna vertebral de um homem - do próprio Osíris. O djed representava para os Egípcios a estabilidade e a continuidade do poder.
O djed era o elemento principal de uma cerimônia ritual que se celebrava durante a festa heb sed do faraó (o jubileu real), denominada como a "ereção da coluna djed" e das quais se conhecem várias representações.
A nébride, ou seja, a pele de um animal esfolado - que seria a pele de uma vaca ou então de um felino - pendurada num pau que está inserido num recipiente, era outro símbolo associado ao deus.

Osíris tinha como barca sagrada, a nechemet, na qual as Ísis e Néftis eram representadas ocupando respectivamente a proa e a popa.
O culto a Osíris encontrava-se difundido um pouco por todo o Egito, sendo os seus principais centros cultuais Abido e Busíris, localidades que os Egípcios procuravam visitar em peregrinação pelo menos uma vez na vida.
Em Abido realizava-se uma procissão todos os anos durante a qual a barca do deus era transportada, celebrando-se a vitória do deus sobre os seus inimigos. Nesta cidade o antigo túmulo do rei Djer seria identificado como o túmulo de Osíris.
Os locais onde o culto de Osíris era relevante reclamavam possuir uma das partes do corpo do deus. Assim, acreditava-se que em Abido encontrava-se inumada a cabeça do deus; em Busíris estaria a espinha dorsal; em Sebenitos estaria a parte superior e inferior da parte; em Atribis, o coração; em Heracleópolis a coxa, cabeça, dois flancos e duas pernas.
Um pouco por todo o Egito, anualmente, durante o mês egípcio de Khoaik (Outubro a Novembro) celebravam-se os "Mistérios de Osíris. Para os Egípcios tinha sido neste mês que Ísis tinha encontrado as partes do corpo de Osíris.
Foi também adorado fora do Egito em vários pontos da bacia do Mediterrâneo, mas nunca nas dimensões que alcançou o culto da sua irmã e esposa. A popularidade do deus pode ser explicada pela idéia transmitida ao homem comum de que este poderia ter uma vida depois da morte. GEB

GEB, o deus da Terra é irmão e marido de Nut. É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut.
Filho de Shu e Tefnut, marido de Nut, e pai de Ísis, Néftis, Hathor, Osíris e Seth.
Geb é o deus egípcio da terra, e também é considerado deus da morte, pois acreditava-se que ele aprisionava espíritos maus, para que não pudessem ir para o céu.
Ele também estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Geb então umedece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade no túmulo.Suas cores eram o verde (vida) e o preto (lama fértil do Nilo).
É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. Ele é o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas.
Ele estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Geb umedece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade.
Nas pinturas é sempre representado com um ganso sobre a cabeça.
Seu animal representante era o ganso.
E ele era comumente representado usando uma coroa com uma pluma e chifres em forma de carneiro. NUT

Nut: é a deusa do céu. Nut engole a barca de Rá durante a noite, por isso Rá viaja em uma barca durante o dia. Pela manhã, Rá renasce com a barca debaixo dele e Nut some.
NUT acolhe os mortos no seu império, é muitas vezes representada sob a forma de uma vaca com um símbolo na cabeça.
Com o seu corpo alongado, muitas vezes representado pela forma de uma vaca - por alusão a uma metamorfose que espontaneamente teria se passado - coberto por estrelas, forma o arco da abóbada celeste que se estende sobre a terra. É como um abraço da deusa do céu sobre Geb, o deus da Terra.
Filha de Tefnut e Shu, esposa de Geb e mãe de Osiris, Isis, Seth, Néftis e Hathor. Osiris e Isis já se amaram no ventre da mãe e a maldade de Seth, logo ficou evidente, quando ao nascer, este rasgou o ventre da mãe.
Tradicionalmente foi consagrada a essa deusa o dia 25 de fevereiro. Representava o céu e era significativamente invocada como a mãe dos deuses.
No túmulo de Tutankhamon foi encontrado junto a sua múmia um peitoral no qual era invocado a proteção desta deusa: “Nut minha divina mãe, abre tuas asas sobre mim enquanto brilharem nos céus as imorredouras estrelas”.
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