
Gladiador morria mesmo lutando? Veja mitos e verdades sobre esses guerreiros
Diferentemente dos roteiros de Hollywood, em que a vida de um gladiador é uma luta por sobrevivência, esses guerreiros eram tratados como atletas de elite na Roma Antiga.
Seu treinamento e estilo de vida eram um verdadeiro investimento para o império. As disputas eram regidas por regras estritas que um juiz e seu assistente faziam cumprir, por isso eles estavam muito mais próximos de uma exibição esportiva do que de uma batalha sangrenta. Por isso, raras vezes morriam em combate.Embora a maioria dos lutadores fosse recrutada entre os escravos, também havia cidadãos livres que se ofereciam para os combates, seduzidos por uma vida de conforto e de treinamento constante.
A expectativa de vida de um cidadão romano comum era em média 27 anos e a de um gladiador não costumava passar dos 25. Todavia, eles viviam em locais de treinamento, gozando de uma alimentação especial, composta principalmente por grãos, legumes e frutas. Eles tomavam regularmente uma mistura feita de extratos de erva e vinagres, que funcionava como bebida energética.
Até 200 a.C., era permitida a participação de mulheres gladiadoras na arena, que geralmente enfrentavam homens de baixa estatura.
Os combates eram espetáculos enormes e muito populares. Uma boa briga chegava a levar um público de até 50 mil pessoas às arenas. Grafites encontrados na antiga Pompeia mostram que os atletas eram considerados símbolos sexuais pela população

Roma de Nero é destruída pelo fogo
18-07-0064
Em um dia como hoje, no ano de 64, teve início um grande incêndio de Roma, que destruiu boa parte da cidade. Apesar das histórias mais conhecidas sobre o episódio, não há nenhuma evidência de que o imperador romano Nero tenha iniciado o incêndio ou estivesse tocando violino enquanto ocorria a tragédia. Ainda assim, ele usou o desastre para seguir com seus planos políticos.
O fogo começou na favela de um distrito ao sul do lendário Monte Palatino. As casas da região queimaram rapidamente, e o fogo logo se espalhou para o norte, alimentado por ventos fortes. Durante o caos, houve relatos de grandes saques. O fogo só pode ser controlado após quase três dias. Três dos 14 distritos de Roma foram completamente destruídos; apenas quatro permaneceram ilesos após a tragédia. Centenas de pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas.
Embora a lenda popular diga que o imperador Nero tocava violino enquanto a cidade ardia, essa história é cercada de contradições. Antes de tudo, o violino nem sequer existia na época. Além disso, Nero era conhecido por seu talento na lira; muitas vezes ele compôs a sua própria música. Mais importante ainda, Nero estava a 56 quilômetros de distância, em Antium, quando o fogo começou. Na verdade, ele deixou seu palácio ser usado como abrigo.
As lendas em torno da responsabilidade de Nero no incêndio podem ter surgido por várias razões. Primeiramente, ele não gostava da estética da cidade e usou a devastação causada pelo fogo como motivo para mudar a arquitetura e instituir novos códigos de construção em toda a cidade. Nero também usou episódio para reprimir a crescente influência dos cristãos em Roma. Ele prendeu, torturou e executou centenas deles sob o pretexto de que estariam envolvidos com as causas do incêndio
O fogo começou na favela de um distrito ao sul do lendário Monte Palatino. As casas da região queimaram rapidamente, e o fogo logo se espalhou para o norte, alimentado por ventos fortes. Durante o caos, houve relatos de grandes saques. O fogo só pode ser controlado após quase três dias. Três dos 14 distritos de Roma foram completamente destruídos; apenas quatro permaneceram ilesos após a tragédia. Centenas de pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas.
Embora a lenda popular diga que o imperador Nero tocava violino enquanto a cidade ardia, essa história é cercada de contradições. Antes de tudo, o violino nem sequer existia na época. Além disso, Nero era conhecido por seu talento na lira; muitas vezes ele compôs a sua própria música. Mais importante ainda, Nero estava a 56 quilômetros de distância, em Antium, quando o fogo começou. Na verdade, ele deixou seu palácio ser usado como abrigo.
As lendas em torno da responsabilidade de Nero no incêndio podem ter surgido por várias razões. Primeiramente, ele não gostava da estética da cidade e usou a devastação causada pelo fogo como motivo para mudar a arquitetura e instituir novos códigos de construção em toda a cidade. Nero também usou episódio para reprimir a crescente influência dos cristãos em Roma. Ele prendeu, torturou e executou centenas deles sob o pretexto de que estariam envolvidos com as causas do incêndio
Nero
(15-12-0037 - 09-06-0068)
Destaca-se em: Politica e liderança militar
Origem: Itália
Nero nasceu em 15 de dezembro de 37 d.C, em Anzio, na Itália. Após a morte de seu pai, sua mãe se casou com seu tio-avô, Cláudio, e o convenceu a nomear Nero como seu sucessor. Ele assumiu o trono aos 17 anos e rejeitou todas as tentativas de controle de sua mãe, mandando matá-la. Nero vivia de forma extravagante e se comportava inapropriadamente. Ele começou a executar opositores cristãos e suicidou-se em 9 de junho de 68, após o império se revoltar contra ele. A data de nascimento e morte de Nero pode variar de acordo com o autor – nesta biografia foi usada como fonte relatos do sacerdote Jerônimo de Estridão e pelo escritor latino Suetônio.
Nero nasceu Lucius Domitus Ahenobarbus, filho de Gnaeus Domitus Ahenobarbus e Agrippina, bisneta do imperador Augusto. Ele foi educado na tradição clássica pelo filósofo Sêneca e estudou grego, filosofia e retórica. Depois que seu pai faleceu, em 48 d.C., Agrippina se casou com seu tio-avô, Cláudio. Ela o convenceu de nomear Nero como seu sucessor, em vez de seu filho, Britânico, e de oferecer sua filha, Octávia, como sua esposa, o que ele cumpriu em 50 d.C. Cláudio morreu em 54, e suspeita-se que Agrippina o tenha envenenado. Nero se apresentou ao Senado para fazer um tributo em homenagem a seu antecessor e foi nomeado Imperador de Roma. Ele escolheu o nome Nero Cláudio César Augusto Germânico e ascendeu ao trono aos 17 anos.
Agrippina era dominadora e tentou influenciar o governo de seu filho. Ela se irritava com os conselhos moderados dos assessores de Nero, seu ex-tutor Sêneca e o comandante da guarda pretoriana, Burro. Ela também tentou impor sua autoridade na vida privada de Nero. Quando este começou a ter um caso com Claudia Acte, uma ex-escrava, e ameaçou se divorciar de Octávia, Agrippina ficou do lado de Octávia e exigiu que seu filho deixasse Acte. Embora ele e Octávia tenham permanecido casados, Nero começou a viver abertamente com Acte, apesar dos protestos de sua mãe.
Depois de Nero ter rejeitado a influência de sua mãe tanto nas questões públicas quanto privadas, ela ficou enfurecida e começou a defender Britânico, ainda um menor de idade, como imperador. No entanto, Britânico morreu repentinamente em 55, um dia antes de se tornar adulto. Supõe-se que Nero o tenha envenenado, embora este tenha afirmado que Britânico morreu de um ataque apoplético. Mesmo depois da morte de Britânico, Agrippina tentou colocar o povo contra Nero, que a baniu do palácio da família.
Em 58, Nero havia deixado Acte e se apaixonado por Popeia Sabina, uma nobre que era casada com um membro da aristocracia romana. Ele queria esposá-la, mas a opinião pública não via com bons olhos um divórcio com Octávia, e sua mãe se opôs firmemente a isso. Cansado da interferência de sua mãe e não satisfeito apenas como sua retirada do palácio, Nero resolveu tomar uma providência: Agrippina foi assassinada em 59 por ordem de seu filho, o imperador.
Até 59, Nero era descrito como um líder generoso e sensato. Ele havia acabado com a pena capital, diminuído os impostos e permitido aos escravos apresentar queixas em relação aos seus donos. Ele colocou as artes e os esportes acima do entretenimento de gladiadores e deu apoio a outras cidades em crise. Embora fosse conhecido por seus divertimentos à noite, suas ações eram de boa índole, mesmo sendo irresponsável e complacente. Mas depois do assassinato de Agrippina, Nero caiu em um estilo de vida hedonista, que foi marcado não apenas por uma autoindulgência extravagante, mas também pela tirania.
Ele gastou uma quantia exorbitante de dinheiro em atividades artistas e, por volta de 59, começou a se apresentar publicamente como poeta e tocador de lira, uma ruptura significativa para um membro da classe dominante. Quando Burro morreu e Sêneca se aposentou, em 62, Nero se divorciou de Octávia e ordenou que a matassem, para se casar com Popeia. Nessa época, acusações de traição contra Nero e o Senado começaram a aparecer, e ele passou a reagir duramente contra qualquer tipo de crítica ou possível deslealdade.
Um comandante do exército foi executado por difamá-lo em uma festa; outro político foi exilado por escrever um livro que fazia observações negativas sobre o Senado; e outros rivais foram mortos nos anos que se seguiram, permitindo a Nero reduzir a oposição e consolidar seu poder.
Em 64, a natureza escandalosa das bizarrices artísticas de Nero começou a causar controvérsias, mas a atenção do público foi desviada pelo Grande Incêndio de Roma. As chamas se iniciaram em lojas na extremidade sudeste do Circo Máximo e devastaram Roma por 10 dias, destruindo 75% da cidade. Apesar de incêndios acidentais serem comuns à época, muitos romanos acreditavam que Nero provocou o fogo para abrir espaço para sua vila planejada, a Casa Dourada. Sendo ou não o autor, Nero determinou que um culpado deveria ser encontrado e apontou para o Cristianismo, ainda uma religião nova e subterrânea. Com essa acusação, foi iniciada a perseguição e tortura dos cristãos em Roma.
Após o Grande Incêndio, Nero retomou os planos da Casa Dourada. Para poder financiar o projeto, ele precisava de dinheiro e estava disposto a consegui-lo da forma que fosse necessária. Sendo assim, vendeu cargos públicos para quem pagasse a maior quantia, aumentou os impostos, pegou dinheiro dos templos religiosos, desvalorizou a moeda e reinstituiu políticas para confiscar propriedades em casos de suspeita de traição.
Essas novas políticas resultaram na Conspiração de Pisão, um complô arquitetado em 65 por Caio Calpúrnio Pisão, um aristocrata, junto com cavaleiros, senadores, poetas e o antigo mentor de Nero, Sêneca. Eles planejaram assassiná-lo e coroar Pisão como imperador de Roma. Contudo, o plano foi descoberto e os seus líderes conspiratórios, assim como outros romanos de alta classe, foram executados.
Apenas três anos depois, em março de 68, o governador Caio Júlio Víndice se rebelou contra as políticas tributárias de Nero. Ele, então, recrutou outro governador, Sérvio Sulpício Galba, para unir forças para declará-lo imperador. Mesmo o plano tendo fracassado e Galba ter sido declarado inimigo público, o seu apoio cresceu. Até os próprios guarda-costas de Nero desertaram em apoio a Galba. Temendo uma morte iminente, Nero fugiu. Ele planejou ir para o leste, onde muitas províncias ainda eram leais a ele, mas teve que abandonar essa ideia depois que seus oficiais se recusaram a obedecê-lo.
Ele retornou para o palácio, mas seus guardas e amigos o haviam abandonado. Por fim, ele recebeu a notícia que o Senado o havia condenado à morte por espancamento e foi então que ele decidiu se suicidar. Porém, incapaz de realizar o ato sozinho, ele teve que ser ajudado por seu secretário, Epafrodito. No momento de sua morte, Nero teria exclamado: “Que grande artista morre em mim!” Ele foi o último da dinastia júlio-claudiana.

Nero nasceu Lucius Domitus Ahenobarbus, filho de Gnaeus Domitus Ahenobarbus e Agrippina, bisneta do imperador Augusto. Ele foi educado na tradição clássica pelo filósofo Sêneca e estudou grego, filosofia e retórica. Depois que seu pai faleceu, em 48 d.C., Agrippina se casou com seu tio-avô, Cláudio. Ela o convenceu de nomear Nero como seu sucessor, em vez de seu filho, Britânico, e de oferecer sua filha, Octávia, como sua esposa, o que ele cumpriu em 50 d.C. Cláudio morreu em 54, e suspeita-se que Agrippina o tenha envenenado. Nero se apresentou ao Senado para fazer um tributo em homenagem a seu antecessor e foi nomeado Imperador de Roma. Ele escolheu o nome Nero Cláudio César Augusto Germânico e ascendeu ao trono aos 17 anos.
Assassinato da mãe
Agrippina era dominadora e tentou influenciar o governo de seu filho. Ela se irritava com os conselhos moderados dos assessores de Nero, seu ex-tutor Sêneca e o comandante da guarda pretoriana, Burro. Ela também tentou impor sua autoridade na vida privada de Nero. Quando este começou a ter um caso com Claudia Acte, uma ex-escrava, e ameaçou se divorciar de Octávia, Agrippina ficou do lado de Octávia e exigiu que seu filho deixasse Acte. Embora ele e Octávia tenham permanecido casados, Nero começou a viver abertamente com Acte, apesar dos protestos de sua mãe.Depois de Nero ter rejeitado a influência de sua mãe tanto nas questões públicas quanto privadas, ela ficou enfurecida e começou a defender Britânico, ainda um menor de idade, como imperador. No entanto, Britânico morreu repentinamente em 55, um dia antes de se tornar adulto. Supõe-se que Nero o tenha envenenado, embora este tenha afirmado que Britânico morreu de um ataque apoplético. Mesmo depois da morte de Britânico, Agrippina tentou colocar o povo contra Nero, que a baniu do palácio da família.
Em 58, Nero havia deixado Acte e se apaixonado por Popeia Sabina, uma nobre que era casada com um membro da aristocracia romana. Ele queria esposá-la, mas a opinião pública não via com bons olhos um divórcio com Octávia, e sua mãe se opôs firmemente a isso. Cansado da interferência de sua mãe e não satisfeito apenas como sua retirada do palácio, Nero resolveu tomar uma providência: Agrippina foi assassinada em 59 por ordem de seu filho, o imperador.
Até 59, Nero era descrito como um líder generoso e sensato. Ele havia acabado com a pena capital, diminuído os impostos e permitido aos escravos apresentar queixas em relação aos seus donos. Ele colocou as artes e os esportes acima do entretenimento de gladiadores e deu apoio a outras cidades em crise. Embora fosse conhecido por seus divertimentos à noite, suas ações eram de boa índole, mesmo sendo irresponsável e complacente. Mas depois do assassinato de Agrippina, Nero caiu em um estilo de vida hedonista, que foi marcado não apenas por uma autoindulgência extravagante, mas também pela tirania.
Execução dos opositores
Ele gastou uma quantia exorbitante de dinheiro em atividades artistas e, por volta de 59, começou a se apresentar publicamente como poeta e tocador de lira, uma ruptura significativa para um membro da classe dominante. Quando Burro morreu e Sêneca se aposentou, em 62, Nero se divorciou de Octávia e ordenou que a matassem, para se casar com Popeia. Nessa época, acusações de traição contra Nero e o Senado começaram a aparecer, e ele passou a reagir duramente contra qualquer tipo de crítica ou possível deslealdade.Um comandante do exército foi executado por difamá-lo em uma festa; outro político foi exilado por escrever um livro que fazia observações negativas sobre o Senado; e outros rivais foram mortos nos anos que se seguiram, permitindo a Nero reduzir a oposição e consolidar seu poder.
Incêndio de Roma
Em 64, a natureza escandalosa das bizarrices artísticas de Nero começou a causar controvérsias, mas a atenção do público foi desviada pelo Grande Incêndio de Roma. As chamas se iniciaram em lojas na extremidade sudeste do Circo Máximo e devastaram Roma por 10 dias, destruindo 75% da cidade. Apesar de incêndios acidentais serem comuns à época, muitos romanos acreditavam que Nero provocou o fogo para abrir espaço para sua vila planejada, a Casa Dourada. Sendo ou não o autor, Nero determinou que um culpado deveria ser encontrado e apontou para o Cristianismo, ainda uma religião nova e subterrânea. Com essa acusação, foi iniciada a perseguição e tortura dos cristãos em Roma.Após o Grande Incêndio, Nero retomou os planos da Casa Dourada. Para poder financiar o projeto, ele precisava de dinheiro e estava disposto a consegui-lo da forma que fosse necessária. Sendo assim, vendeu cargos públicos para quem pagasse a maior quantia, aumentou os impostos, pegou dinheiro dos templos religiosos, desvalorizou a moeda e reinstituiu políticas para confiscar propriedades em casos de suspeita de traição.
Isolamento
Essas novas políticas resultaram na Conspiração de Pisão, um complô arquitetado em 65 por Caio Calpúrnio Pisão, um aristocrata, junto com cavaleiros, senadores, poetas e o antigo mentor de Nero, Sêneca. Eles planejaram assassiná-lo e coroar Pisão como imperador de Roma. Contudo, o plano foi descoberto e os seus líderes conspiratórios, assim como outros romanos de alta classe, foram executados.Apenas três anos depois, em março de 68, o governador Caio Júlio Víndice se rebelou contra as políticas tributárias de Nero. Ele, então, recrutou outro governador, Sérvio Sulpício Galba, para unir forças para declará-lo imperador. Mesmo o plano tendo fracassado e Galba ter sido declarado inimigo público, o seu apoio cresceu. Até os próprios guarda-costas de Nero desertaram em apoio a Galba. Temendo uma morte iminente, Nero fugiu. Ele planejou ir para o leste, onde muitas províncias ainda eram leais a ele, mas teve que abandonar essa ideia depois que seus oficiais se recusaram a obedecê-lo.
Morte
Ele retornou para o palácio, mas seus guardas e amigos o haviam abandonado. Por fim, ele recebeu a notícia que o Senado o havia condenado à morte por espancamento e foi então que ele decidiu se suicidar. Porém, incapaz de realizar o ato sozinho, ele teve que ser ajudado por seu secretário, Epafrodito. No momento de sua morte, Nero teria exclamado: “Que grande artista morre em mim!” Ele foi o último da dinastia júlio-claudiana.
Avito é proclamado como melhor imperador de Roma
09-07-0455
Marcus Maecilius Flavius Eparchius Avitus, ou Avito, foi imperador romano do Ocidente entre 9 de Julho de 455 e 17 de Outubro de 456. De origens galo-romanas e de família com antecedentes no Senado, foi magister militum como o também imperador Petronio Maximo. Em 9 de Julho do 455, foi proclamado pelo imperador romano Marciano, como o melhor imperador de Roma. A população italiana nunca aceitou completamente sua proclamação. No ano de 456 iniciou uma campanha na qual reconquistou a Panonia (região da Europa central) e conseguiu uma meritória vitória naval contra os vândalos (grupo de povos germânicos) em colaboração com o magister militum Ricimero. No entanto, não conseguiu acabar com o poderio naval dos vândalos que submeteram Roma a um bloqueio naval, o que fez sua posição cambalear. A fome em Roma forçou-o a dissolver sua guarda pessoal de mercenários godos (grupo germânico). Mas eles tinham que ser pagos, e sua popularidade caiu quando ele destruiu várias estátuas de bronze para lhes pagar seus salários. Alguns de seus pares utilizaram este descontentamento para iniciar uma revolta popular e conseguir finalmente destroná-lo como imperador em 456.

Morre Marco Aurélio, o imperador de Roma
17-03-0180
César Marco Aurélio Antonino Augusto foi imperador romano desde o ano 161. Durante seu reinado, Marco Aurélio esteve quase constantemente em guerra com vários povos nos limites do império. As tribos germânicas e outros povos lançavam frequentes ataques ao longo da extensa fronteira europeia, especialmente dirigidos a Gália (região da Europa ocidental, atualmente ocupada pela França, Bélgica, Holanda e oeste da Suíça). Marco Aurélio morreu em 17 de março de 180 durante a expedição contra os marcomanos, na cidade de Vindobona (atual Viena). Seus restos foram levados a Roma e repousam no mausoléu de Adriano (situado onde hoje fica o Castelo de Sant Angelo). Marco Aurélio assegurou a sucessão de seu filho Cômodo, fazendo dele coimperador no ano 177, antes de sua morte. Esta decisão demonstrou-se mais tarde como muito pouco afortunada, pois Cômodo era um profano em questões políticas e militares, assim como um governante extremamente egocêntrico. Muitos historiadores afirmam que a decadência de Roma começou durante o governo de Cômodo

Assassinado Júlio César de Roma
15-03-2044
Júlio César morreu assassinado em 15 de março do ano 44 a.C. por uma conspiração dirigida por Cássio e Brutus (senadores romanos), que alegaram que César era um tirano. César foi um militar e político cuja ditadura pôs fim à República em Roma (Roma, 100-44 a.C.). Procedente de uma das mais antigas famílias do patriciado romano, os Júlios, Caio Júlio César foi educado esmeradamente com mestres gregos. O assassinato de César desatou uma nova guerra civil entre os seus partidários e simpatizantes (Octávio, Marco Antônio e Lépido), e os defensores da República (Brutus e Cássio, principalmente). Este conflito terminou com a vitória dos partidários de César na dupla batalha de Filipos, e o estabelecimento do Segundo Triunvirato no qual Octávio, Marco Antônio e Lépido dividiram o controle de Roma.
Herodes
Destaca-se em: grandes construções, paranóia
Origem: Jericó, Iduméia
Houveram na história da Bíblia, pelo menos, quatro personagens de home “Herodes”, que aparecem em diferentes tempos. O mais famoso trata-se daquele é conhecido como Herodes, o Grande, rei de Israel entre 37 a.C. e 4 a.C. Nascido em Jericó, na região de Iduméia*,sua mãe era nabatéia**, o que não lhe criava parentesco algum com os judeus, não lhe dando, portanto, o direito à coroa da Judéia. Como não tinha sangue judeu correndo em suas veias, Herodes fez aliança com o Império Romano para manter-se no poder.
Seus projetos colossais, como a construção de Jerusalém, as fundações das cidades gregas de Sebaste e Cesareia Palestina, as construções de fortalezas e palácios, e o magnífico Templo, fez com que Herodes ganhasse a confiança dos romanos. Contudo, seus 33 anos de reinado foram marcados pelo descontentamento do povo.
Como todos os usurpadores, Herodes era obcecado pela suspeita de traições e conspirações por toda parte. Os Asmoneus***, herdeiros da dinastia que ele suplantara, eram para Herodes objeto de constante temor e, por isso, ele procurava qualquer pretexto para se ver livre deles. Homem cruel e presunçoso, vítima contínua das paixões, Herodes estava bem distante das questões religiosas tão caras aos judeus de seu tempo. As intrigas da corte, as mulheres, as guerras e uma certa febre de construção absorviam-no por completo. Ficou conhecido, principalmente, por sua bárbara atitude de mandar assassinar as crianças de Belém, com menos de 2 anos, numa tentativa de encontrar e matar o menino Jesus (Mateus 2:1-16).
Teve influência fatal sobre o destino de Herodes o fato de sua mulher, Mariana, a única pessoa no mundo a quem ele amava com sinceridade, ser princesa da estirpe dos Asmoneus. Nesta bela mulher, altiva e corajosa, vivia o espírito de seus antepassados guerreiros que haviam lutado pela independência do país. Ela não escondia seu desprezo com relação ao marido. Em 29 a.C., seu drama familiar atingiu o ápice. O ódio de Mariana por Herodes manifestou-se de tal forma, que ele começou a suspeitar de sua participação em uma conjuração. Um dia, atiçado pelos parentes, Herodes, num ataque de ira, condenou à morte aquela a quem amava mais do que a qualquer outra pessoa no mundo. Amedrontados, os juízes ratificaram sem objeções o veredito do rei.
Herodes deixou disposto, em testamento, a partilha do reino entre três de seus filhos sobreviventes: Herodes Arquelau, Herodes Antipas e Filipe.
A data da morte de Herodes foi baseada no trabalho de Emil Schurer, em 1896 e, para a maioria dos estudiosos, se deu no final de março ou início de abril, em 4a.C. Pode parecer estranho que a morte Herodes tenha ocorrido em 4 a.C. uma vez que o ato mais famoso deste personagem teria sido justamente o infanticídio que tinha como objetivo a eliminação do recém-nascido Jesus Cristo. Esta aparente incoerência de datas pode ser explicada por um equívoco nos cálculos do monge Dionisio Exiguus, responsável pela criação calendário cristão.****
No dia 8 de Maio de 2007 o arqueólogo israelense Ehud Netzer, da Universidade Hebraica de Jerusalém, afirmou ter achado o que seria o túmulo do rei Herodes, no local conhecido como Heródio, uma colina no deserto da Judeia, onde o rei construiu seu palácio, próximo a Jerusalém.
* Conforme indicado pelo livro Primeiro Macabeus (4:29, 61; 5:65, BJ), a Iduméia incluía a região em torno de Hébron, chegando bem ao N, até Betsur, uns 26 km de Jerusalém
** Os Nabateus foram um antigo povo semítico, ancestrais dos árabes, que habitavam a região norte da Arábia, o sul da Jordânia e Canaã, em especial os diversos povoados situados em torno dos oásis na região fronteiriça entre a Síria e a Arábia, do Eufrates ao mar Vermelho.
*** Os asmoneus eram os membros da dinastia governante durante o Reino Asmoneu de Israel, um Estado independente situado na Terra de Israel. A dinastia dos asmoneus foi fundada sob a liderança de Simão Macabeu, duas décadas depois de seu irmão, Judas Macabeu derrotar o exército selêucida durante a Revolta Macabeia, em165 a.C. O Reino Asmoneu sobreviveu por 103 anos antes de render à dinastia herodiana, em 37 a.C.
**** Como os romanos datavam os eventos a partir da fundação de Roma (Ab Urbe Condita), Exíguo determinou a data de nascimento de Jesus neste calendário. A partir de Lucas 3:1, se Jesus tinha trinta anos no décimo-quinto ano do reinado de Tibério em Roma, e se Tibério sucedeu Augusto em 19 de agosto de 767 A.U.C., conclui-se que Jesus nasceu no ano 753 A.U.C. Porém, este fato está em desacordo com Mateus 2:1, pois Jesus teria nascido antes da morte de Herodes, em 749 A.U.C. A solução é que Tibério iniciou seu reinado com colega de Augusto, quatro anos antes da morte deste. Assim, o décimo-quinto ano de Tibério, citado por Lucas, ocorreu quatro anos antes do suposto por Exíguo.
Seus projetos colossais, como a construção de Jerusalém, as fundações das cidades gregas de Sebaste e Cesareia Palestina, as construções de fortalezas e palácios, e o magnífico Templo, fez com que Herodes ganhasse a confiança dos romanos. Contudo, seus 33 anos de reinado foram marcados pelo descontentamento do povo.
Como todos os usurpadores, Herodes era obcecado pela suspeita de traições e conspirações por toda parte. Os Asmoneus***, herdeiros da dinastia que ele suplantara, eram para Herodes objeto de constante temor e, por isso, ele procurava qualquer pretexto para se ver livre deles. Homem cruel e presunçoso, vítima contínua das paixões, Herodes estava bem distante das questões religiosas tão caras aos judeus de seu tempo. As intrigas da corte, as mulheres, as guerras e uma certa febre de construção absorviam-no por completo. Ficou conhecido, principalmente, por sua bárbara atitude de mandar assassinar as crianças de Belém, com menos de 2 anos, numa tentativa de encontrar e matar o menino Jesus (Mateus 2:1-16).
Teve influência fatal sobre o destino de Herodes o fato de sua mulher, Mariana, a única pessoa no mundo a quem ele amava com sinceridade, ser princesa da estirpe dos Asmoneus. Nesta bela mulher, altiva e corajosa, vivia o espírito de seus antepassados guerreiros que haviam lutado pela independência do país. Ela não escondia seu desprezo com relação ao marido. Em 29 a.C., seu drama familiar atingiu o ápice. O ódio de Mariana por Herodes manifestou-se de tal forma, que ele começou a suspeitar de sua participação em uma conjuração. Um dia, atiçado pelos parentes, Herodes, num ataque de ira, condenou à morte aquela a quem amava mais do que a qualquer outra pessoa no mundo. Amedrontados, os juízes ratificaram sem objeções o veredito do rei.
Herodes deixou disposto, em testamento, a partilha do reino entre três de seus filhos sobreviventes: Herodes Arquelau, Herodes Antipas e Filipe.
A data da morte de Herodes foi baseada no trabalho de Emil Schurer, em 1896 e, para a maioria dos estudiosos, se deu no final de março ou início de abril, em 4a.C. Pode parecer estranho que a morte Herodes tenha ocorrido em 4 a.C. uma vez que o ato mais famoso deste personagem teria sido justamente o infanticídio que tinha como objetivo a eliminação do recém-nascido Jesus Cristo. Esta aparente incoerência de datas pode ser explicada por um equívoco nos cálculos do monge Dionisio Exiguus, responsável pela criação calendário cristão.****
No dia 8 de Maio de 2007 o arqueólogo israelense Ehud Netzer, da Universidade Hebraica de Jerusalém, afirmou ter achado o que seria o túmulo do rei Herodes, no local conhecido como Heródio, uma colina no deserto da Judeia, onde o rei construiu seu palácio, próximo a Jerusalém.
* Conforme indicado pelo livro Primeiro Macabeus (4:29, 61; 5:65, BJ), a Iduméia incluía a região em torno de Hébron, chegando bem ao N, até Betsur, uns 26 km de Jerusalém
** Os Nabateus foram um antigo povo semítico, ancestrais dos árabes, que habitavam a região norte da Arábia, o sul da Jordânia e Canaã, em especial os diversos povoados situados em torno dos oásis na região fronteiriça entre a Síria e a Arábia, do Eufrates ao mar Vermelho.
*** Os asmoneus eram os membros da dinastia governante durante o Reino Asmoneu de Israel, um Estado independente situado na Terra de Israel. A dinastia dos asmoneus foi fundada sob a liderança de Simão Macabeu, duas décadas depois de seu irmão, Judas Macabeu derrotar o exército selêucida durante a Revolta Macabeia, em165 a.C. O Reino Asmoneu sobreviveu por 103 anos antes de render à dinastia herodiana, em 37 a.C.
**** Como os romanos datavam os eventos a partir da fundação de Roma (Ab Urbe Condita), Exíguo determinou a data de nascimento de Jesus neste calendário. A partir de Lucas 3:1, se Jesus tinha trinta anos no décimo-quinto ano do reinado de Tibério em Roma, e se Tibério sucedeu Augusto em 19 de agosto de 767 A.U.C., conclui-se que Jesus nasceu no ano 753 A.U.C. Porém, este fato está em desacordo com Mateus 2:1, pois Jesus teria nascido antes da morte de Herodes, em 749 A.U.C. A solução é que Tibério iniciou seu reinado com colega de Augusto, quatro anos antes da morte deste. Assim, o décimo-quinto ano de Tibério, citado por Lucas, ocorreu quatro anos antes do suposto por Exíguo.

O que herdamos da Roma Antiga?
Mais de 1500 anos depois de sua queda, os avanços técnicos e políticos que constituíram o Império Romano continuam fazendo parte da civilização ocidental tal qual a conhecemos. Abaixo, seguem cinco inovações que mudaram o rumo da história: Cirurgia de Batalha
Além dos partos por cesárea e o grande desenvolvimento de instrumentos cirúrgicos, provavelmente os avanços mais revolucionários da medicina romana sejam em cirurgia de batalha. O Império contava com um corpo especial de médicos de guerra que desenvolveram técnicas tão inovadoras quando as cirurgias arteriais. E foram pioneiros também em desinfetar seus instrumentos médicos com água fervida – prática utilizada pela medicina moderna até o século XIX.
Sistema Jurídico
O sistema jurídico romano dominou a organização das sociedades ocidentais por séculos. Desde o conceito de “inocente até que se prove o contrário” até termos como pro bono e habeas corpus, os avanços judiciais do Império Romano trouxeram uma transformação profunda para a história da humanidade.
Calendário Juliano
Em 46 a.C., o imperador Júlio César e o astrônomo Sosígenes de Alexandria adaptaram o calendário ao ano solar, criando, assim, o Calendário Juliano. Quase idêntico ao Calendário Gregoriano, utilizado atualmente, o Juliano já dividia o ano em 12 meses.
Ruas e Estradas
No seu apogeu, o Império Romano ocupou mais de dois milhões e meio de quilômetros quadrados. Para garantir a administração de seu enorme domínio, os romanos construíram um sistema impressionante de ruas e estradas. Essa engenharia os permitiu mobilizar seus exércitos a mais de 40 km/h. Muitos desses caminhos são usados até hoje.
Aquedutos
O primeiro aqueduto romano foi desenvolvido por volta do ano 312 a.C. Essa maravilha da engenharia permitia usar a força da gravidade para transportar água aos centros urbanos. Graças a ela, os cidadãos do Império Romano puderam aproveitar grandes inovações como os banhos públicos, os sistemas de irrigação subterrâneos e as fontes ornamentais que decoravam as cidades.
Além dos partos por cesárea e o grande desenvolvimento de instrumentos cirúrgicos, provavelmente os avanços mais revolucionários da medicina romana sejam em cirurgia de batalha. O Império contava com um corpo especial de médicos de guerra que desenvolveram técnicas tão inovadoras quando as cirurgias arteriais. E foram pioneiros também em desinfetar seus instrumentos médicos com água fervida – prática utilizada pela medicina moderna até o século XIX.
Sistema Jurídico
O sistema jurídico romano dominou a organização das sociedades ocidentais por séculos. Desde o conceito de “inocente até que se prove o contrário” até termos como pro bono e habeas corpus, os avanços judiciais do Império Romano trouxeram uma transformação profunda para a história da humanidade.
Calendário Juliano
Em 46 a.C., o imperador Júlio César e o astrônomo Sosígenes de Alexandria adaptaram o calendário ao ano solar, criando, assim, o Calendário Juliano. Quase idêntico ao Calendário Gregoriano, utilizado atualmente, o Juliano já dividia o ano em 12 meses.
Ruas e Estradas
No seu apogeu, o Império Romano ocupou mais de dois milhões e meio de quilômetros quadrados. Para garantir a administração de seu enorme domínio, os romanos construíram um sistema impressionante de ruas e estradas. Essa engenharia os permitiu mobilizar seus exércitos a mais de 40 km/h. Muitos desses caminhos são usados até hoje.
Aquedutos
O primeiro aqueduto romano foi desenvolvido por volta do ano 312 a.C. Essa maravilha da engenharia permitia usar a força da gravidade para transportar água aos centros urbanos. Graças a ela, os cidadãos do Império Romano puderam aproveitar grandes inovações como os banhos públicos, os sistemas de irrigação subterrâneos e as fontes ornamentais que decoravam as cidades.

Fundação da cidade de Roma
21-04-0753 A.C
Em 21 de abril de 753 a.C., foi fundada, às margens do rio Tibre, uma cidade que dominou a Europa durante séculos: Roma. Localizada ao sul da Europa, na Península Itálica, foi a antiga capital do Império Romano e é, hoje, capital do estado moderno da Itália. Inicialmente, a cidade não teve grande importância: era mais um porto da rota costeira do sal, mas, sob o domínio de reis de origem etrusca, como Tarquínio, o Soberbo, foram realizadas campanhas expansionistas que permitiram o controle do Lácio (região da Itália Central). Durante o século II a.C., houve um grande avanço no desenvolvimento de cidades romanas. Foram construídos os primeiros aquedutos dignos desse nome (em Roma, o terceiro aqueduto da cidade e o primeiro moderno, chamado Márcia, foi criado antes de 144 a.C.) e foram feitas diversas obras, como a rede de esgoto romana, as ruas pavimentadas, os edifícios, etc.














































